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Importação de Fertilizantes: Uma análise estratégica para o agronegócio brasileiro.

O agronegócio brasileiro inicia 2026 sustentado por uma base produtiva cada vez mais intensiva em tecnologia e insumos. O Brasil permanece como um dos maiores importadores de fertilizantes, reflexo direto da expansão agrícola das últimas décadas e da dependência estrutural de matérias-primas externas.

Dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que o país importou aproximadamente 45,5 milhões de toneladas de fertilizantes em 2025, totalizando US$ 16,73 bilhões, o que supera o volume registrado em 2024. O resultado consolidou um novo recorde histórico e sinalizou forte antecipação de compras por parte do setor produtivo. Esse desempenho não é pontual. Ele reflete a combinação de três fatores estruturais: expansão de área plantada, aumento da produtividade média por hectare e profissionalização da gestão de risco por parte dos produtores. Em um cenário global marcado por volatilidade cambial e tensões geopolíticas, antecipar compras passou a ser estratégia recorrente.

Apesar dos avanços internos, o Brasil ainda importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome. A vulnerabilidade é maior em potássio e fosfatados, além de parte relevante dos nitrogenados. Essa dependência expõe o setor às oscilações de preços internacionais, custos de frete marítimo e variações cambiais, elementos que impactam diretamente o custo final da produção agrícola.

A logística permanece como variável estratégica. Portos como o Porto de Paranaguá e o Porto de Santos concentram grande parte da entrada de fertilizantes no país. O aumento consistente dos volumes exige eficiência operacional, capacidade de armazenagem adequada e integração entre transporte marítimo, ferroviário e rodoviário. Em um país de dimensões continentais, qualquer gargalo logístico repercute diretamente no custo e no timing de aplicação no campo.

Para 2026, o cenário aponta para manutenção de volumes elevados de importação, sustentados por perspectivas positivas para as principais culturas brasileiras. Ao mesmo tempo, o ambiente exige gestão cada vez mais estratégica: monitoramento de câmbio, análise de oportunidades internacionais de compra, diversificação de fornecedores e planejamento logístico antecipado.

O Brasil continuará sendo protagonista agrícola global e, consequentemente, um dos maiores mercados de fertilizantes do mundo. A diferença competitiva, porém, estará menos no volume importado e mais na inteligência aplicada à aquisição, ao manejo e à eficiência operacional ao longo de toda a cadeia. Por isso, conte com o Grupo Level como seu parceiro estratégico na importação de fertilizantes.

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